quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vale a pena reciclar: Altruísmo


Nesses últimos dias tive a chance de experimentar a mesma sensação que tive quando descobri que não era o Papai Noel que deixava os presentes embaixo da minha árvore de Natal. Descobri que não existe altruísmo. É isso mesmo! Bom, pelo menos eu não consigo encontrar nenhum exemplo que me mostre o contrário.

Pense bem: ninguém faz nada por ninguém sem esperar algo em troca, mesmo que a promessa seja adiada para o além-túmulo. Hipocrisias à parte, ninguém.

Se você ajuda a velhinha a atravessar a rua é porque pensa na sua avó, que também é velhinha e gostaria que o neto de outra pessoa a ajudasse. Ou ainda porque lembra que um dia você mesmo será idoso e terá as suas dificuldades. Não é pelo simples ato de bondade, de pura bondade. Não é.
Se alguém faz uma boa ação, inevitavelmente espera algo em troca, mesmo que seja apenas aquela sensação de satisfação, de dever cumprido, aquele atestado de que "sou uma boa pessoa e mereço o meu lote ao lado de São Pedro".

O que não se pode deixar de observar é que quem recebe o favor não se importa com as intenções do autor. Portanto, acaba sendo bom de qualquer forma. Nesse caso, os meios não justificam os fins: quem faz tem seus próprios motivos e quem recebe... fica muito feliz e agradecido. Talvez isso entre no pacote do Ying Yang: nada nem ninguém é totalmente ruim e nem totalmente bom, é preciso o equilíbrio, não sei. Não sei.

Mas, altruísmo, puro, assim como o Papai Noel, não existe. E as duas constatações me deixaram, cada uma em uma época e por motivos diferentes, bem surpresa. Do bom velhinho eu já desisti, mas do altruísmo... gostaria muito de uma prova do contrário, não sei como ou se é realmente possível, mas gostaria.

Tenho minhas teorias...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pro lixo: pessoas "sem noção"


Como já dizia a minha avó, "cada macaco deve ficar no seu galho" e eu complemento: sem encher o saco do outro. Se cada macaquinho tomasse conta do seu próprio galhinho, a vida desses primatas seria bem mais fácil. Mas não. Nenhum deles consegue não se preocupar com o galho do outro. E enche a porcaria do saco.

Não, não tenho nada contra os nossos parentes primitivos não. É que eu me empolguei com a história daquele "velho deitado" e peguei carona na metáfora. Estou falando aqui de pessoas, seres humanos, 'homo sapiens' que (aparentemente) não têm mais o que fazer e ficam tomando conta da vida dos outros, no caso, a minha.

Sabe o que parece? Que elas não têm nada para fazer. Absolutamente nada! Não têm casa para cuidar, filhos para olhar, roupas para lavar, trabalho para executar, livro para estudar... Caramba! Dá vontade de dizer: 'Olha, se você não tem nada disso, eu tenho! E não sou egoísta, posso dividir tudo com você'. Mas eu não falo. E é que aí todo mundo briga comigo. Isso requer muito equilíbrio. Afinal, tentar ensinar uma pessoa a se posicionar em seu devido lugar é muito difícil e requer anos de prática, não é com uma conversa que isso se resolverá.

Um outro problema que afeta gravemente a vida dessas pessoas, quer dizer, a vida das pessoas que convivem com essas pessoas, é a famosa e conhecida 'cara de pau'. Putz! Isso aí me arrebenta! O cara já pintou os canecos com você e, num belo dia, quando precisa de um favorzinho seu, não perde tempo e pede. Cara! Como assim??? Já te xingou, disse que você era isso, aquilo, cocô-do-cavalo-do-bandido, mas quando precisa, só você presta, você é um anjo. Ah, pelo amor dos deuses! Não tenho paciência! Mas, faço. E todo mundo briga comigo de novo. Sempre acho que se não fizer, vou ficar igualzinha ao sujeito e isso aí, meu bem, me mata de medo.

Ainda tem mais... (e pode me chamar de egoísta nessa parte). Tem gente que acha que só porque você tem duas coisas é obrigado a dar a 2ª para ela. Vou explicar: por exemplo, se você tem duas bicicletas e o seu vizinho não tem nenhuma, você é OBRIGADO a dar uma delas para ele. Ou então, você é egoísta, materialista e vai apodrecer no inferno. Ah, valha-me! Eu não sou OBRIGADA nada. Se eu comprei foi com o meu dinheiro, porque eu quero ter duas bicicletas, oras. Se eu QUISER, se achar que devo, se não for fazer falta, se, se, se, posso sem maiores problemas dar a minha bicicleta pro vizinho, se eu QUISER. Cresci acreditando que favor não se exige, pode-se até pedir, não custa, mas, exigir favor e ainda por cima amaldiçoar quem não puder ou simplesmente não quiser fazer, é demais para mim. Acho inconcebível essa ideia, mas... deixa esse macaquinho no galho dele.

Ufa! Que exorcismo! Foi bom tirar isso de mim. Se você conhece macaquinhos irritantes e sem-noção assim, mande-me a receita de como se livrar deles, ok?! Ficarei daqui tentando não me importar, não me deixar abater, não me deixar bater em ninguém e manter a minha parca sanidade mental.

Jogo tudo no lixo!