
Nesses últimos dias tive a chance de experimentar a mesma sensação que tive quando descobri que não era o Papai Noel que deixava os presentes embaixo da minha árvore de Natal. Descobri que não existe altruísmo. É isso mesmo! Bom, pelo menos eu não consigo encontrar nenhum exemplo que me mostre o contrário.
Pense bem: ninguém faz nada por ninguém sem esperar algo em troca, mesmo que a promessa seja adiada para o além-túmulo. Hipocrisias à parte, ninguém.
Se você ajuda a velhinha a atravessar a rua é porque pensa na sua avó, que também é velhinha e gostaria que o neto de outra pessoa a ajudasse. Ou ainda porque lembra que um dia você mesmo será idoso e terá as suas dificuldades. Não é pelo simples ato de bondade, de pura bondade. Não é.
Se alguém faz uma boa ação, inevitavelmente espera algo em troca, mesmo que seja apenas aquela sensação de satisfação, de dever cumprido, aquele atestado de que "sou uma boa pessoa e mereço o meu lote ao lado de São Pedro".
O que não se pode deixar de observar é que quem recebe o favor não se importa com as intenções do autor. Portanto, acaba sendo bom de qualquer forma. Nesse caso, os meios não justificam os fins: quem faz tem seus próprios motivos e quem recebe... fica muito feliz e agradecido. Talvez isso entre no pacote do Ying Yang: nada nem ninguém é totalmente ruim e nem totalmente bom, é preciso o equilíbrio, não sei. Não sei.
Mas, altruísmo, puro, assim como o Papai Noel, não existe. E as duas constatações me deixaram, cada uma em uma época e por motivos diferentes, bem surpresa. Do bom velhinho eu já desisti, mas do altruísmo... gostaria muito de uma prova do contrário, não sei como ou se é realmente possível, mas gostaria.
Tenho minhas teorias...
Pense bem: ninguém faz nada por ninguém sem esperar algo em troca, mesmo que a promessa seja adiada para o além-túmulo. Hipocrisias à parte, ninguém.
Se você ajuda a velhinha a atravessar a rua é porque pensa na sua avó, que também é velhinha e gostaria que o neto de outra pessoa a ajudasse. Ou ainda porque lembra que um dia você mesmo será idoso e terá as suas dificuldades. Não é pelo simples ato de bondade, de pura bondade. Não é.
Se alguém faz uma boa ação, inevitavelmente espera algo em troca, mesmo que seja apenas aquela sensação de satisfação, de dever cumprido, aquele atestado de que "sou uma boa pessoa e mereço o meu lote ao lado de São Pedro".
O que não se pode deixar de observar é que quem recebe o favor não se importa com as intenções do autor. Portanto, acaba sendo bom de qualquer forma. Nesse caso, os meios não justificam os fins: quem faz tem seus próprios motivos e quem recebe... fica muito feliz e agradecido. Talvez isso entre no pacote do Ying Yang: nada nem ninguém é totalmente ruim e nem totalmente bom, é preciso o equilíbrio, não sei. Não sei.
Mas, altruísmo, puro, assim como o Papai Noel, não existe. E as duas constatações me deixaram, cada uma em uma época e por motivos diferentes, bem surpresa. Do bom velhinho eu já desisti, mas do altruísmo... gostaria muito de uma prova do contrário, não sei como ou se é realmente possível, mas gostaria.
Tenho minhas teorias...